A Funcef, fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal, divulgou o resultado do primeiro semestre de 2025 com rentabilidade acima da meta atuarial em todos os planos e equilíbrio técnico ajustado (ETA) positivo nos planos de Benefício Definido (BD). É a primeira vez desde 2015 que o conjunto dos planos atinge esse patamar.

Nos planos BD, a rentabilidade variou entre 5,73% e 6,19%, acima das metas atuariais de 5,50% e 5,55%. O REG/Replan Saldado registrou superávit de R$ 213 milhões, enquanto o REG/Replan Não Saldado fechou com R$ 352,5 milhões. O Novo Plano BD apresentou saldo positivo de R$ 11 milhões e o REB BD, de R$ 13,6 milhões.

Nos planos de Contribuição Definida, os índices também superaram a meta: 7,64% no Novo Plano CD e 8,04% no REB CD.

Para Valfrido Oliveira, presidente da FENACEF, esses resultados são reflexo também do trabalho de monitoramento e fiscalização de todos os aposentados. “A saúde financeira dos planos de previdência se reflete diretamente na tranquilidade e na qualidade de vida de mais de 50 mil aposentados da Caixa. Esse resultado também é fruto da participação ativa dos próprios aposentados, que acompanham os investimentos e cobram a permanência de dirigentes comprometidos com a boa gestão. Não podemos ser coadjuvantes nesse processo, porque os recursos da Funcef são também os recursos dos aposentados”, afirmou.

Estrutura dos investimentos

O desempenho foi sustentado principalmente pela renda fixa. A Funcef comprou R$ 9,4 bilhões em títulos públicos indexados ao IPCA, com taxa média de IPCA + 7,15% ao ano. Hoje, esses papéis representam cerca de R$ 80 bilhões do patrimônio total da fundação, estimado em R$ 116 bilhões.

O cálculo do equilíbrio técnico ajustado considera a diferença entre a meta atuarial e o retorno esperado dos títulos mantidos até o vencimento. No caso do REG/Replan Saldado, a diferença projetada ultrapassa R$ 5,1 bilhões, fator que levou ao resultado positivo.

Contribuição sobre o 13º

A Funcef anunciou a redução da contribuição extraordinária sobre o 13º salário, hoje em 3,16%. Em 2025, a taxa cairá para 3%, com devolução parcial em fevereiro, e há previsão de extinção da cobrança em 2026, caso os indicadores se mantenham favoráveis.

No semestre, foram pagos R$ 3,3 bilhões em benefícios a participantes e assistidos.

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Veja também o vídeo especial que fizemos da reunião e algumas imagens do encontro, com a participação de nosso presidente, Valfrido Oliveira.